terça-feira, 13 de julho de 2010

velho

um velho pra mim. um velho meu. 
Alguém que me conheça, que saiba que apesar do vermelho, a minha cor preferida é azul claro. Que saiba do meu gosto musical bipolar, e da grande diferença que uma música pela manhã causa no meu humor. ALguém que me dê livros, de todos os jeitos, ou qualquer um que ache que eu vá gostar. Que descubra como me fazer sentir cócegas. Que me admire pelas minhas manias, que não se incomode com nenhuma delas, principalmente com essa de dizer tudo o que vem na cabeça. QUe entenda o meu jeito, que saiba que são dois extremos, e que goste deles; tanto do etremo rude quanto do extremo doce. Que respeite os meus limites de paciência e de bom humor, que me faça sorrir de verdade, que me presenteie com as coisas mais simples e mais significantes que existam pra mim. Alguem que entenda os números no meu subnick e que complete as frases que eu digo, ou até, que diga o que eu penso, pelo menos de vez em quando. Que sinta prazer em ficar com a minha família totalmente desestruturada e que não deixe a falta de estrutura e união dela interferir na relação comigo. Que acredite nas minhas escolhas e nos meus sonhos, e que me apoie sempre pra que eu consiga realiza-los.  Que queria compartilhar comigo todo o seu mundo, e que se interesse pelo meu também. E que ao conhecer esses dois mundos, surja a vontade d ejuntá-los, e transformá-los num só mundo, num 'nosso mundo.' 

Alguém que me priorize, e mais. Talvez alguém que não existe. 

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Relacionamentos.

Hoje, agora,
eu não acredito no amor pra mim.
Eu acredito no amor dos outros, pelos outros, e para os outros.
Hoje, eu não tenho um amor.

Hoje, eu encaro relacionamentos como um evento em que duas pessoas se encontram e percebem que tem interesses em comum.
Duas pessoas diferentes (ou iguais) que querem as mesmas coisas, no mesmo tempo, no mesmo momento. O interesse de ficar junto. O interesse em ter alguém pra quem contar as coisas no fim do dia, ou só, perguntar como ele foi. O interesse de planejar o próximo final de semana, a próxima festa, o próximo filme, ou o casamento. O interesse de querer bem o próximo, mas não qualquer próximo, e sim, aquele próximo.
E mais que isso, o interesse em fazer aquela pessoa feliz, mas acima disso, de querer ser feliz com aquela pessoa.

Isso, hoje, pra mim, é relacionamento.

Nada que a incompatibilidade de gênios possa mudar. Nada que os maus e diferentes momentos possam interferir muito. Nada que tenha de ser deixado pra depois.

Hoje, eu não tenho interesses desse tipo. Hoje, eu só espero, que ainda haja alguém adiando esses interesses, da mesma forma que eu.

E o pior, é saber que hoje,
é hoje. E que vai passar.